As primeiras atividades de pesquisa em catálise no Brasil ocorreram no início de 1970 por iniciativa de Remolo Ciola, (atuante na época no Instituto de Química da Universidade de São Paulo e na Petroquímica União), de Leonardo Nogueira (no Cenpes-Petrobrás, Centro de Pesquisas da Petrobrás) e posteriormente por Martin Schmal (no Programa de Engenharia Química da COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro, PEQ/COPPE).

Do ponto de vista organizacional, a comunidade catalítica brasileira começou a estruturar-se durante os preparativos do "VI Simpósio Ibero-Americano de Catálise", realizado no Rio de Janeiro em 1978. O Simpósio foi organizado sob a presidência de Martin Schmal, com a colaboração dos pesquisadores Leonardo Nogueira, Roger Frety e Yiu Lau Lam, estes dois últimos pesquisadores vinculados na época ao Instituto Militar de Engenharia.

A repercussão deste "Simpósio" entre os catalíticos brasileiros incentivou os participantes a dar início à organização de um encontro similar, de caráter nacional. Assim,  em 1981 realizou-se o "1o Seminário de Catálise", realizado no Instituto Militar de Engenharia, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano foi publicado o primeiro livro de catálise escrito por autor brasileiro (Remolo Ciola, "Fundamentos da   Catálise", Editora Moderna, S. Paulo, 1981).

O sucesso do "1o Seminário" mostrou a potencialidade da catálise no nosso país. Decidiu-se então pela sua continuidade e realização a cada dois anos, em locais onde haviam atividades industriais e de pesquisa na área, de forma que se permitisse a participação dos interessados das diversas regiões do país. Para a organização dessas e outras atividades em catálise, constituiu-se a Comissão de Catálise no Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP)

O interesse pela catálise por parte dos pesquisadores brasileiros se viu reforçado a partir de 1982 com a criação do "Programa Nacional de Catálise" (Pronac), presidido por Martin Schmal e com a colaboração da equipe anteriormente citada. Durante os quatro programas Pronac, realizados em um período de oito anos, organizou-se a concessão da infra-estrutura mínima para os grupos acadêmicos atuantes em catálise com recursos financeiros da FINEP.

A partir de 1984 a comunidade brasileira ampliou sua organização com a criação das Grupos Regionais, hoje estruturadas em quatro regiões do país (Nordeste, Rio de Janeiro/Minas Gerais, São Paulo/Paraná e Regional Sul).

Do ponto de vista industrial, vários acontecimentos mostravam a importância da catalise no Brasil, tais como: a criação de grupos de pesquisa em catalise em várias empresas do Polo Petroquímico de Camaçari, a inauguração da Fabrica Carioca de Catalisadores no Rio de Janeiro, a ampliação da Divisão de Catálise do Cenpes/Petrobrás e, mais recentemente, a inauguração da Newtechnos Catalisadores Automotivos em Americana (SP).

A consolidação da comunidade catalítica levou os participantes do "8o Seminário Brasileiro de Catálise", realizado em 1995 em Nova Friburgo (RJ), a mudar a denominação dos encontros para "Congresso Brasileiro de Catálise".

O anseio de que a atuação em catálise no nosso país adquirisse uma forma jurídica, e que permitisse uma representação perante órgãos nacionais e internacionais, fez com que os participantes do "9o Congresso Brasileiro de Catálise", realizado em 1997 em Águas de Lindóia (SP) aprovassem os Estatutos e criassem a "Sociedade Brasileira de Catálise" (SBCat).

A primeira Diretoria da SBCat foi eleita em dezembro de 1998, tendo realizado sua primeira reunião formal em janeiro deste ano na sede do IBP na qual decidiu-se, entre outras, a criação desta página na Internet e a realização de um concurso para definição do logotipo da SBCat.

Em 1999 a SBCat filiou-se à FISOCAT e em 2000 teve sua admissão aprovada na International Association of Catalysis Societies. Em 2001, juntamente com o "11o Congresso Brasileiro de Catálise" foi realizado o "1o Congresso de Catálise do MercoSul".

Em 2003, a revista CatTech (Kluwer) publicou artigo elaborado pela Diretoria da SBCat, atualizando as informações sobre a catálise no Brasil:

  Catalysis Update from Brazil, CATTECH 7(1): 6-9; Jan 2003, Martin Schmal; Dilson Cardoso 


Clique AQUI e confira as informações sobre os Congressos Brasileiros de Catálise e local em que foram realizados 

Em 2004, publicou-se no México um livro sobre a história da catálise em Iberoamérica, no qual Martin Schmal apresentou trabalho sobre a história da catálise no Brasil, especialmente na área acadêmica.

Topo