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Minha trajetória acadêmica é totalmente conectada à catálise. Entrei no Bacharelado em Química na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em 2015, curioso, mas sem direção definida. Foi no grupo GreenCat, sob orientação do Prof. Dr. Jean Marcel R. Gallo, que tive meu primeiro contato real com catálise heterogênea e biomassa, estudando catalisadores à base de nióbio para a conversão de monossacarídeos em 5-hidroximetilfurfural e furfural. Ali percebi que a catálise unia o que eu buscava: rigor científico e interdisciplinaridade, exigindo domínio integrado de áreas da Química e da Engenharia Química.
Os eventos da Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat) começaram a mudar minha forma de enxergar a ciência. No XII Encontro Regional de Catálise, em 2016, eu era um aluno de IC impressionado com as discussões após cada palestra. No CBCat de 2017, fiz minha primeira apresentação oral, venci o medo e saí do auditório com uma colaboração com a CBMM e reagentes de nióbio para o meu projeto. Foi a primeira vez que senti que eu podia contribuir para a comunidade de catálise.
Concluí a graduação em 2018 na UFSCar, recebi prêmios acadêmicos e ingressei diretamente no doutorado em Química Inorgânica, sob supervisão do Dr. Caue Ribeiro de Oliveira e do Prof. Dr. Jean Marcel R. Gallo. Aprofundei-me em catalisadores bifuncionais à base de nióbio e em carbonos ácidos, com a biomassa como ponto de partida. A experiência de intercâmbio na University of Eastern Piedmont (UPO, Itália), estudando acidez superficial por FTIR com moléculas sonda, e o período como doutorando visitante na King Abdullah University of Science and Technology (KAUST, Arábia Saudita), desenvolvendo modelos cinéticos, ampliaram horizontes, idiomas e redes.
Em 2024 defendi o doutorado com honra e, pouco depois, iniciei o pós-doutorado, primeiro no Brasil, no grupo LabIvo, do Prof. Dr. Ivo Teixeira, onde me aprofundei em análises avançadas, otimizando métodos cromatográficos em GC-BID para reações fotocatalíticas de conversão de metano. Essa etapa refinou meu olhar para detalhes e mostrou como uma boa análise é tão decisiva quanto um bom catalisador.
Em seguida, em 2025, vim para a King Abdullah University of Science and Technology (KAUST, Arábia Saudita), onde atuo como pesquisador de pós-doutorado no grupo MuRE, liderado pelo Prof. Dr. Pedro Castaño. Meu trabalho é dedicado a desafios energéticos atuais, em projetos que vão desde a liquefação hidrotérmica de algas – transformando biomassa úmida em bio-óleo e reaproveitando a fase aquosa como meio nutritivo para o crescimento de mais algas – até a síntese de fosfetos de metais de transição para reações de hidrodenitrogenação e hidrodesoxigenação de bio-óleos, além do estudo de desasfaltamento catalítico de resíduos pesados de petróleo em parceria com a Aramco. No dia a dia, isso significa operar reatores em alta pressão, interpretar dados de múltiplas técnicas e dialogar com engenheiros e químicos para transformar ideias em processos. Hoje, a catálise é mais do que minha área de pesquisa: é a lente pela qual enxergo problemas energéticos, ambientais e industriais.
O impacto da catálise na minha vida vai além do laboratório. Nos congressos da SBCat encontrei mentores, amigos e até parceiros de música. Ver professores subirem ao palco para tocar e, depois, criar com amigos o grupo "Pagode Catalítico" mostrou que a ciência pode ser exigente e, ao mesmo tempo, leve e humana. A honra de atuar como embaixador da SBCat na Regional 3, em 2025, reforçou meu desejo de "catalisar a catálise": aproximar pessoas, suavizar barreiras e mostrar que, por trás de cada reação, há histórias e emoções.
Se hoje me vejo como cientista, é porque a catálise me deu uma voz, um propósito e uma comunidade. Ela me levou para outros países, me ensinou a dialogar com diferentes culturas e mostrou que moléculas convertidas, processos otimizados e alunos inspirados podem, pouco a pouco, transformar a realidade ao nosso redor.
O Instituto Nacional de Tecnologia (INT) promove, no dia 4 de dezembro, mais uma edição do ciclo Diálogos Catalíticos, trazendo como tema central “Defeitos não são defeitos: a importância dos defeitos cristalinos na catálise”. O encontro contará com a participação do professor Roberto de Avillez, pesquisador e docente da PUC-Rio, reconhecido por sua contribuição na área de materiais e processos catalíticos.
A palestra abordará como os chamados “defeitos” presentes em materiais cristalinos podem, na verdade, ser fundamentais para melhorar o desempenho de processos catalíticos. Em vez de imperfeições indesejadas, esses defeitos podem atuar como pontos ativos essenciais, influenciando diretamente a eficiência e seletividade das reações químicas.
O evento será presencial, às 10h, na Sala 418 do prédio localizado na Avenida Venezuela, 82, no bairro da Saúde, no Rio de Janeiro. A iniciativa integra as ações do INT e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, reafirmando o compromisso do Governo Federal em estimular o desenvolvimento científico e tecnológico no país.
A palestra é aberta ao público interessado na área de catálise, ciência dos materiais e processos químicos, oferecendo uma oportunidade para atualização e troca de conhecimentos com um especialista renomado.
Data: 04/12
Hora: 10h
Local: Av. Venezuela, 82 – Sala 418 – Saúde | RJ
Modalidade: Evento presencial
O Diálogos Catalíticos segue reforçando seu papel como espaço de interação entre pesquisadores, profissionais e estudantes, contribuindo para o avanço da ciência no Brasil.
O INM – Instituto Leibniz para Novos Materiais, localizado em Saarbrücken (Alemanha), está com vaga aberta para Doutorado em Microscopia Eletrônica de Materiais Funcionais Macios. A oportunidade é vinculada ao Departamento de Microscopia Eletrônica Inovadora, que desenvolve e aplica metodologias avançadas de microscopia eletrônica para a caracterização, em escala nanométrica e atômica, de materiais funcionais macios e suas interfaces, com foco especial nas interfaces entre materiais macios e duros.
A posição de doutorado integra o projeto E-MOSAIC, voltado ao desenvolvimento de abordagens de microscopia eletrônica para a caracterização de materiais híbridos complexos em escala atômica.
Como membro da equipe do projeto, o(a) doutorando(a) contribuirá para o estabelecimento e aplicação de fluxos de trabalho de baixa dosagem de elétrons na análise da estrutura local de materiais funcionais macios — incluindo materiais semicristalinos e amorfos — por meio de difração de elétrons e espectroscopia de perda de energia de elétrons (EELS).
Além disso, o(a) pesquisador(a) aplicará métodos estatísticos para análise combinada dos dados obtidos, visando recuperar informações sobre coordenação local e composição química desses materiais em escala nanométrica.
• Mestrado em Química, Ciência dos Materiais, Física ou área correlata;
• Forte interesse em microscopia eletrônica de transmissão e/ou técnicas de espectroscopia;
• Experiência prévia em caracterização de materiais utilizando técnicas de microscopia e/ou espectroscopia será considerada uma vantagem;
• Capacidade de atuação em equipe internacional e multidisciplinar;
• Excelentes habilidades de comunicação e redação científica;
• Domínio da língua inglesa (obrigatório) e conhecimento de alemão (desejável).
• O instituto oferece excelentes condições de pesquisa e desenvolvimento científico, incluindo:
• Integração em uma equipe dinâmica e ambiente colaborativo no campus de pesquisa de Saarbrücken;
• Acesso a equipamentos de ponta, como microscópios eletrônicos de transmissão com correção de aberração e diferentes microscópios eletrônicos de varredura;
• Apoio institucional para publicação e apresentação de resultados em revistas científicas e conferências nacionais e internacionais;
• Pacote de benefícios abrangente, com horário de trabalho flexível, possibilidade de trabalho remoto e plano de previdência complementar.
• Data de início: o mais breve possível
• Nível salarial: E13 TV-L 60%
• Duração do contrato: três anos (com possibilidade de extensão)
As candidaturas devem incluir CV, lista completa de publicações, carta de motivação (máx. 1 página) e duas cartas de recomendação, enviadas até 15 de novembro de 2025, exclusivamente pelo sistema online do instituto.
Candidaturas: https://www.leibniz-inm.de/en/joboffers-2/
INM – Instituto Leibniz para Novos Materiais gGmbH
Campus D2 2, 66123 Saarbrücken, Alemanha
Acesse o site AQUI
Contato:
Prof.ª Dra. Nadja Tarakina
Chefe do Departamento de Microscopia Eletrônica Inovadora
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Compromisso institucional
O INM adota uma cultura corporativa aberta e acolhedora, que valoriza a diversidade e promove a igualdade de oportunidades. O instituto possui política certificada de apoio à família, com condições que favorecem o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, incluindo horário flexível e trabalho remoto.
Candidaturas de mulheres são fortemente incentivadas, e pessoas com deficiência recebem prioridade em caso de qualificações equivalentes.
Para mais informações acesse AQUI
A nova coordenação da Regional 3 já está definida e tomará posse em 1º de janeiro de 2026. A chapa eleita reúne pesquisadores com ampla experiência acadêmica e atuação destacada no setor industrial, fortalecendo a representatividade e o desenvolvimento das áreas de catálise, materiais e processos químicos na região.
O coordenador eleito é o Prof. Dr. Rodrigo Brackmann, da UTFPR – Pato Branco. Ele atua na área de Catálise Heterogênea, desenvolvendo catalisadores voltados a desafios ambientais e energéticos. Seu trabalho envolve pesquisas com fotocatálise, redução de NOx e produção de hidrogênio, sempre com foco em soluções tecnológicas inovadoras.
Conheça mais sobre a trajetória do pesquisador AQUI!
A vice-coordenação ficará a cargo da Drª. Carla Queiroz, gerente do Centro Técnico de Desenvolvimento de Catalisadores da Clariant. Ela lidera projetos relacionados ao desenvolvimento e otimização de catalisadores usados pela indústria, além de atuar em testes em escala piloto e recuperação de metais nobres. Sua experiência conecta pesquisa aplicada e demandas industriais.
Conheça mais sobre a trajetória da pesquisadora AQUI!
A Profª. Drª. Karina Arruda Almeida, da UNIFEI, será a responsável pela tesouraria. Karina trabalha com desenvolvimento de processos químicos e catálise heterogênea, com destaque para pesquisas envolvendo peneiras moleculares e materiais porosos. Sua atuação integra conhecimento de materiais e reatividade catalítica.
Por fim, o Prof. Dr. Ivo Freitas Teixeira, da UFSCar, assume a secretaria. Ele desenvolve pesquisas na interface entre materiais avançados e catálise, com experiência internacional relevante. Ivo trabalha com temas como nitretos de carbono e catálise de átomo único, liderando projetos financiados por importantes agências de fomento.
A Regional 3 parabeniza a chapa eleita e deseja um biênio de grandes realizações.
O Cenpes-Nucat está com uma oportunidade aberta para Bolsista de Pós-Doutorado Residente no Cenpes, com atuação no projeto “Análise e conciliação de dados experimentais de plantas pilotos de processos de HDS”.
A bolsa tem duração de três anos e valor mensal de R$ 10.318,00.
Requisitos:
• Especialização em conciliação de dados.
Desejável:
• Familiaridade com catálise.
Interessados devem enviar o currículo para os e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.