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5183837784661559883O Curso de Engenharia Química despertou meu interesse e curiosidade desde o Ensino Médio. Na época esse curso não existia na minha cidade natal (Goiânia-GO), por esse motivo prestei vestibular na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), onde fui aprovada.  Apesar dos desafios enfrentados, por estar distante da minha família, concluí o curso em 2001.

No final da graduação realizei um intercâmbio em parceria com o Instituto de Ciências Aplicadas em Lyon -França, onde tive a oportunidade de realizar um estágio em uma grande empresa siderúrgica. Os obstáculos foram imensos, mas consegui concluir com muita determinação. Por toda a experiência que vivenciei na Indústria, quando retornei à Uberlândia resolvi conversar com meu orientador de IC para iniciar na Pós-Graduação. Ele me aconselhou a procurar outro professor, muito renomado do Departamento de Eng. Química da UFSCar, o Prof. José Freire, com quem realizei o meu mestrado.

Durante a realização das disciplinas obrigatórias eu conheci o Prof. Dilson Cardoso, que através das suas falas me despertou o interesse pela sua área de Pesquisa. Com isso, em 2004 decidi trilhar um outro caminho, e com muito entusiasmo iniciei meu doutorado na área de Catálise. Minha tese concentrou-se no uso de zeólitas na isomerização de alcanos. Foi um período de intenso aprendizado com uns dos pioneiros da Catálise no Brasil. Eu tive a honra de fazer parte de uma geração que recebeu uma formação de uma base sólida e genuína.

Durante esse período, também tive a oportunidade de contar com a colaboração de alguns professores, que me auxiliaram muito em seus laboratórios: Profa. Teresita Garetto (INCAPE) para realização de Quimissorção de H2 no Laboratório de Catálise em Santa Fé, Argentina e Prof. Célio Loureiro pelas medidas de difusividade no GPSA em Fortaleza.

Após o término do doutorado em novembro de 2008, o Prof. Dilson me propôs para elaborarmos um projeto, em parceria com a Petrobras, sobre secagem do gás natural utilizando zeólitas como adsorventes. O projeto foi contemplado, mas eu trabalhei nele como Pesquisadora por apenas um ano, pois tinha sido aprovada como docente no Instituto de Química (IQ) da Universidade de Brasília (UnB) em novembro de 2009.

Como docente do Curso de Química Tecnológica, participei do processo de implementação das disciplinas. Na pesquisa, tive muito apoio do Prof. Paulo Anselmo Suarez, que me acolheu no Laboratório de Materiais e Combustíveis. Trabalhamos em colaboração em alguns projetos, onde pude contribuir em relação à catálise heterogênea, aplicando zeólitas para obtenção de hidrocarbonetos a partir do craqueamento de resíduos industriais. Foi um período de intenso crescimento profissional, onde também atuei na orientação de trabalhos de IC e na Pós Graduação.

Posso dizer que fui muito feliz por tudo que vivenciei no IQ-UnB, mas o “coração falou mais alto” e quando abriu concurso no DEQ -UFSCar resolvi prestar e fui aprovada. Aqui estou como docente desde 2013, atuando no ensino na área de Processos Químicos Industriais e Cinética e Reatores. Atuei como representante no Conselho do DEQ e da Área de Pesquisa em Catálise. Atualmente, eu faço parte do Núcleo Docente Estruturante e sou Coordenadora de Estágio do Departamento.   

Minha linha de pesquisa se concentra na preparação e aplicação de catalisadores (peneiras moleculares) em reações de valorização de subprodutos da indústria e na reação de oxidação de metano a metanol. Dentro destas linhas, já orientei trabalhos de IC e coorientei trabalhos de mestrado e doutorado.

A catálise redefiniu minha trajetória acadêmica; me proporcionou experiências enriquecedoras desde a minha formação; ampliou a minha visão como pesquisadora onde tive a oportunidade de me conectar em diferentes áreas da ciência; me fez enxergar o quanto essa área é importante para solucionar problemas reais da indústria e do nosso cotidiano; e me fez conhecer pessoas tão importantes que me ajudaram nessa caminhada.

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